A pesquisa sobre casamento que gerou polêmica nas redes sociais

Gente do céu! Esses dias compartilhei  uma pesquisa sobre casamento nas redes sociais, publicada no National Bureau of Economic Research por John Helliwell e Shawn Grover, no Canadá que aponta que pessoas casadas são mais felizes que as divorciadas e têm mais dinheiro. (Veja o link compartilhado aqui)

É claro que todo compartilhamento nas redes sociais dá o direito as pessoas comentarem e expressarem a sua opinião, sejam elas a favor ou contra a pesquisa.
No meio de tanto comentário, fiquei um pouco chocada e triste com o elevado número de comentários negativos sobre o assunto, do tipo

…Gente essa pesquisa foi feita no Canadá, a gente está no Brasil… Com a gente a realidade é outra! … Os gastos aumentam, o stress também…

Aí eu pergunto: Casar e ser feliz, fazer um pé de meia pensando no futuro é proibido por aqui? Pra ter dinheiro só se for milagre ou Mega Sena?  Sei que o Brasil não é o país dos sonhos no momento, sofremos uma pressão muito maior do que em muitos países por aí, mas o amor é um sentimento, pra mim não faz diferença casar aqui, na China, em Botswana, no Canadá ou qualquer um dos 193 países do mundo, e se você está cheia de dívidas, o dinheiro não está sendo suficiente (exceto pelo agravante do desemprego), talvez o problema seja “gastar mais do que se pode” e não “ser casado” (desculpe por isso, mas é verdade!)

Este post não foi feito para julgar ninguém, mas para defender que o casamento pode ser maravilhoso e próspero se você quiser. (mas só se vc quiser!)

Eu não sou mimada, não cresci em berço de ouro e aprendi desde cedo a resolver meus problemas e dificuldades, porque meus pais me criaram assim (Graças a Deus), e foi por conta dos inúmeros desafios que a vida nos joga na cara, eu e meu marido temos uma vida muito transparente.Temos algumas regrinhas que pelo menos pra nós são fundamentais para um casamento feliz.

1 – Se algo não está bem na relação, não ficamos um mês “de bico” para que o outro perceba isso. Conversamos logo no mesmo dia, nos desculpamos, nos abraçamos e aí fechamos o assunto.


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2 – Jamais nos ofendemos e discutimos na frente dos outros. Problemas conjugais tem que ser resolvidos em OFF. Ninguém precisa (e quer) ficar sabendo disso. É desagradável para o parceiro(a) e para quem está na plateia. Tive a felicidade de ter pais que nunca brigaram na minha frente, e sei que quero isso para meus filhos também.

3 – Todos os nossos planos, sonhos e objetivos são compartilhados. Se queremos viajar, por exemplo, fazemos uma pequena reunião para planejar os detalhes.  Quanto vamos precisar de dinheiro, quanto tempo teremos que guardar, quando vamos, para onde vamos?

4 – Sabemos quanto cada um ganha e conversamos sobre as despesas. Aqui em casa nós dividimos todas as contas domésticas, controlamos os gastos e conversamos até mesmo sobre compras esporádicas pessoais. Se o Gabe quer comprar um videogame, ele me pede opinião, se eu quero comprar um celular novo, eu peço a opinião dele. Esse tipo de abertura ajuda o casal a por o pé no freio quando necessário. Se as contas da casa não estão bem, porque gastar com uma coisa que podemos segurar até as coisas melhorarem?

Aqui no Brasil, temos um governo que por muitos anos incentivou o consumismo, quando o certo é orientar o povo a poupar e investir. É por isso que tantos casais estão com as contas no vermelho. Neste caso as prioridades devem ser revistas entre o casal. Se estamos no vermelho, vamos cortar a TV a cabo, dispensar a diarista, diminuir os gastos no salão de beleza, as saidinhas de fim de semana, para poupar um pouquinho e sair daquela angustia de não saber se o dinheiro vai dar no mês que vem.

O dinheiro é um dos principais pivôs de separação entre o casal.. Não pelo dinheiro em si, mas pelo stress de não saber lidar com a falta dele. (Veja: 5 programas baratinhos para aproveitar o final de semana com o seu amor)

5 – Dividimos as tarefas domésticas. Aqui em casa não tem aquela de que a mulher é quem cuida da casa. Eu trabalho tanto quando o Gabe, cada um tem as suas obrigações domésticas, para ninguém se sobrecarregar. A má distribuição das atividades de casa é um dos principais motivos para as discussões diárias e constantes.

6 – Guardamos uma quantia fixa mensalmente, sem falhar. Não tem conversa, se não deu pra viajar, não deu pra trocar de carro, ou pra comprar uma TV pro quarto… Paciência. A quantia que guardamos na poupança é sagrada e está na lista de despesas. Consideramos uma prestação. Aí no fim do ano redistribuímos esse valor em outros tipos de investimento mais rentáveis, como Tesouro Direto por exemplo, que não é nenhum bicho de 7 cabeças. É uma poupança que rende muito mais.

Parte do valor guardado usamos para nos financiar, sem precisar recorrer a empréstimos no banco ou ao cartão de crédito. Por exemplo, minha geladeira estragou e não tem conserto: Eu compro com o dinheiro que tenho na poupança, pago à vista, logo ganho desconto e depois reparcelo ela para mim mesmo. Mês a mês eu deposito lá na poupança o valor fixo que guardamos mensalmente + o valor da parcela da geladeira, para repor o que gastamos nela.

7 – Não nos importamos com o padrão de vida dos outros. As redes sociais as vezes são ótimas para deprimir as pessoas. Enquanto você está lá se matando de trabalhar para conseguir aquela promoção, vem o seu amigo e posta uma foto dele na Europa, no Caribe, na África, e você aí, sem dinheiro nem pra sair no fim de semana. Aí bate aqueles comichões “Ah, se ele pode eu também posso” ou pior: ” Ah se a gente não parcelar as coisas, nunca vamos ter nada”. 

Eu e o Gabe não nos importamos com o padrão de vida alheio. Enquanto todo mundo ao meu redor tinha carro do ano, eu ainda tinha o meu Palio ED 97, que comprei por consórcio (que é bem mais barato que o financiamento). Fiquei 7 anos com ele. Tenho saudades do meu bichinho gordinho que me levou a muitos lugares, como qualquer outro carro levaria.

Eu moro de aluguel (sim.. por opção… e continuarei assim por muito tempo), enquanto todos os meus amigos tem casa própria. O valor de um aluguel é muuuuuuuuito inferior ao de um financiamento, por isso antes de casar, vendemos o apartamento que tínhamos comprado e resolvemos morar de aluguel. A diferença de valor entre um aluguel e um financiamento, nós guardamos (item 6 deste post).

Não nos sentimos inferiores, ou mais pobres. Aprecio as conquistas dos nossos amigos. Fico feliz e torço pela felicidade de todos eles, mas não desejamos fazer igual só porque eles fizeram. A amizade não é uma competição.

8 – Sempre dedicamos um tempinho do dia para ficar juntos. Essa vida de correria no trabalho pode acabar com um casamento. Se você trabalha muito, chega em casa cansada(o), toma banho e vai dormir, por exemplo… Esteja certo(a) de que com o tempo a rotina poderá devorar o seu relacionamento.

Deitar no sofá, assistir um programa de TV juntos, fazer um cafuné, uma massagem no pé, já é alguma coisa, quando o corpo está exausto e não se consegue reagir a nada.

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Fazer uma saladinha rápida e jantar juntos, combinar um programa bem legal para fazer no fim de semana, ou até fazer pequenas surpresinhas inesperadas no meio da semana, como deixar um bombom no travesseiro no parceiro, são ganhos inacreditáveis para o casal.

Lembrei de um dia… Era dia das mulheres e o Gabe nem se deu conta.. (nem eu pra falar a verdade).. Aí quase na hora de dormir ele falou: nossa Rubia, nem lembrei, me desculpe!!!  Aí ele fez um bilhetinho pra mim e deixou no meu criado mudo, escrito assim:

Feliz dia das mulheres Ru! Este bilhetinho vale um beijo, um jantarzinho e uma faxina na casa =*

P.S Ainda tenho esses créditos… Espero que não tenha perdido a validade rssrs..

 

Veja também: Dicas para começar um casamento equilibrado.

 

 

 

 

 

Published by Rubia Rocha

Rubia Rocha, publicitária, designer e apaixonada por artesanato, estava decidida a produzir o seu próprio casamento na intenção de encontrar alternativas criativas para subir ao altar. Para se organizar melhor, começou a arquivar as melhores inspirações e ideias no Blog do casamento, que hoje é referência no assunto.

5 comments on “A pesquisa sobre casamento que gerou polêmica nas redes sociais”

  1. Amei seu post!
    Sou super adepta do pensamento do pessoal do Judão, que diz que não devemos nos render a postagens mais curtas, só porque há uma ideia de que as pessoas querem coisas mais rápidas na internet. Posts longos como esse nos fazem pensar, têm tempo de construir e apresentar bem um argumento e achei o seu tudo de bom: bem escrito, profundo, crítico e reflexivo.
    Concordo com muitas coisas que você disse, como o lance do tempo para o casal. Denis e eu temos regras e pensamentos parecidos com os de vocês até. Não há essa história de “ele me ajuda em casa”. Nós nos ajudamos! Nós somos um time, as dores e delícias são dos dois!
    E achei bem interessante esse lance dos reparcelamentos de uma compra para si mesmo, de guardar um valor fixo e do investimento no Tesouro. Obrigada pelas dicas.
    Beijos

  2. Que ótimo ler seu post. Essa estratégia que você usou para pagar a geladeira e manter a poupança é ótima! (Vou anotar! rs). Obrigada por compartilhar sua experiência conosco e mostrar que casamento vale à pena. Estou fazendo as economias para o casamento, e penso em investir no tesouro direto, porque a poupança do banco rende muito pouco.
    Na faculdade eu tive aulas de introdução à economia, e apesar de onde eu moro eu ver várias pessoas com certo preconceito a aluguel, e preferindo construir no lote dos pais, eu estava analisando: Se você tiver um bom dinheiro, que dê para pagar um apartamento, ou mesmo dar uma boa entrada, dependendo do investimento que você fizer e da região que você mora, seu dinheiro rende mais do que o que você gasta com o aluguel, ou seja, é vantajoso. :)
    Abraço Rúbia. Sucesso no seu blog.

    1. Que bom que gostou Samara. Com relação ao aluguel, é justamente isso que estamos fazendo. Nossa ideia é comprar uma casa com um bom valor de entrada, fazendo as prestações do financiamento ficarem menores ou iguais as do aluguel. Aí fica bonito! =)

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